Eu gosto muito de conhecer autores brasileiros novos até porque um dos meus sonhos é poder publicar as histórias que eu escrevo um dia, por isso costumo sempre ler autores nacionais para incentivar o crescimento da literatura brasileira. Fui em uma dessas buscas que eu esbarrei com o livro Redenção – Livro Um: Legionella, de M.A.Costa o primeiro livro da trilogia de ficção científica Redenção.

Sou um pouco suspeito pra falar sobre distopias, até porque eu sou fã de futuros distópicos, M.A.Costa teve uma boa ideia ao elaborar uma sociedade que pode muito bem vir a acontecer um dia, com comunicação avançada e seres humanos que vivem cerca de 200 anos.

A história se passa na Terra, em pleno século XXVI e é narrada em primeira pessoa por Peter Brose, o personagem principal. O livro todo gira em torno dele e da equipe investigativa que deve descobrir como destruir a Bactéria Legionella, uma bactéria muito resistente, capaz de matar de forma rápida e seletiva.

“O Mal estava adormecido mas, não tem jeito, passam-se décadas, passam-se séculos e ele ressurge. Protagonistas diferentes, desculpas diferentes. Mas sempre o mesmo Mal: matar pessoas em detrimento de outras.”

A história basicamente gira em torno desta “guerra”, onde conseguir encontrar os responsáveis por espalhar a bactéria se torna uma tarefa difícil para a equipe de investigação.

O livro é dividido em partes, e como é uma autobiografia escrita pelo próprio Peter, conta um pouco do seu passado, passa pelo acontecimento da “guerra” e depois um pouco sobre o presente. Como disse, a ideia de Legionella é muito interessante, mas o autor pecou um pouco no modo como a história foi contada, em formato autobiográfico pelo próprio Peter Brose e isso não se encaixa em algumas partes do livro, e em outras fica um pouco cansativo como se o próprio Peter pegasse trechos históricos de outros livros e colocasse no meio da história que ele está contando para nós. Talvez se a história fosse contada em terceira pessoa, ou de um modo não-biográfico tivesse lido o livro mais rápido.

Eu li em uma versão digital e não gostei muito da diagramação para e-book, mas talvez a versão física tenha sido melhor. Não posso opinar nesse ponto. A revisão pecou e muito! O livro está com diversos erros de pontuação, digitação e até mesmo de escrita. Fica uma dica para as próximas edições serem revistas para que a leitura não se torne incômoda para o leitor.

Apesar dos pesares, acho que a trilogia tem tudo para dar certo e o gancho no final do livro me deixou super intrigado para descobrir que rumo a humanidade terá diante desse desastre que ela mesmo provocou.

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Maio Sci-Fi: Redenção – Legionella

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